29 de jul de 2014

Believe In Love, capitulo 5- Party and Bullshit


''Are you feeling naughty?
(...)
A party without me
Let me see your fucking hands!'-  Ain't a Party, David Guetta (Feat. Harrison)




 - Algumas semanas depois -



         Após a "acusação" de Austin e o -quase- desastre que aconteceu no meu escritório ele não deu mais as caras, talvez tenha tomado vergonha na cara e percebido que eu não havia feito nada. Acho melhor assim, distância é sempre bom. Alguém bate na porta me tirando de meus devaneios.




          - Entre Somers.- digo me arrumando na cadeira


          - Como sabe que sou eu?- pergunta fechando a porta atrás de si.


          - Porque, ao contrário de Kayle ou Karina, você é o único que tem educação e bate antes de entrar.- digo e ele ri.- Agora me diga, David, o que te trás ao meu escritório duas horas antes de seu horário de trabalho?- pergunto colocando meus pés em cima da mesa


          - Bem, eu vim avisar que sua nova boate fica pronta hoje e a estreia também é hoje e bem, eu não tinha nada pra fazer mesmo.- dá de ombros e se joga no sofá que fica do lado da porta


          - Você nunca tem nada pra fazer, David.- Karina debocha entrando sem avisar.


          - Lembra o que eu disse, Somers?- pergunto e eles me olham desentendidos- Você é o único que bate na porta.- debocho e Karina me fuzila.


          - Opa, então deixa eu voltar e bater na porta.- Kayle diz indo pra fora de novo.


          - Entra logo seu idiota!- Karina diz e ele entra de novo.


          - Vocês deviam bater na porta antes de entrar, porque a Evelyn tem armas em todos os lugares do escritório.- David diz 


          - E ela pode estar trepando com alguém também.- Karina debocha e os três começam a rir.


          - Ou ela pode estar dormindo, ai sim ia ser divertido.- Kayle diz com a língua entre os dentes e eles começam a conversar.


          - Mereço...- sussurro e procuro minha 38mm nas gavetas; tenho que arrumar isso aqui, penso quando encontro-a no chão, toda empoeirada; e limpar também, concluo e aponto a arma para o teto, vai fazer um estrago, mas foda-se. 



          Dou três tiros pra cima e eles me olham assustados.



          - Sorte não ter sido na cabeça de vocês.- digo dando um sorriso irônico


          - Você não é capaz de matar nem uma mosca.- Karina debocha se sentando ao lado de David


          - Quer testar?- pergunto apontando a arma para ela.



          - Não obrigada.- diz cínica me fazendo rir.- Ta, agora porque me chamou aqui?



          - Bem, eu ia pedir pra você ir ver as vadias que chegaram na boate nova, mas a Clary que se resolva lá porque hoje é a estreia. Bem ainda dá pro Kayle ir ver os carregamentos de maconha pros estoques de lá, certo?- pergunto e ele assente saindo.- Bem, como hoje é a estreia, seria uma falta de ética a dona dessa porra todo não ir, não?



           - Hum, entendi. Agora você vai querer que eu te ajude com uma roupa fodástica porque você é "Evelyn Fox, a dona das maiores boates de Miami"- diz imitando minha voz, reviro os olhos e me levanto.



           - Vamos logo idiota.- digo empurrando ela pra fora.- TCHAU SOMERS!- grito já descendo as escadas e não espero a resposta.




 . . . 

   


           Estaciono o carro do lado de fora da boate e desço do mesmo colocando a arma no coldre em baixo do vestido. Karina sempre diz que eu sou exagerada por estar sempre com uma arma, porra, eu sou a dona das maiores boates de Miami, tenho que estar armada sempre. Quando entro na boate, todas as atenções vem diretamente para mim, sorrio com isso e vou até o bar.



          - O que vai querer moça?- o barman pergunta


          - Uma vodka, pura por favor.- digo e ele me olha meio assustado.- O que?- pergunto rindo de sua cara.


          - Bem, normalmente as garotas pedem Martini , Vodka com alguma coisa ou Coquetéis e coisas do tipo.- Ele diz virando-se para pegar minha bebida e dá de ombros.


          - Acho que dá pra perceber que não sou uma garota normal.- digo levantando uma parte do vestido mostrando o coldre com a minha 38mm, ele me olha mais assustado ainda e eu rio da sua reação.- Calma ai bebê, não vou te machucar. Evelyn Fox é boazinha com os bonitinhos.- digo irônica e dou uma piscada pra ele.



           Saio do bar com a minha Vodka em mãos e subo para a área VIP, deixo minha bolsa em um dos sofás e desço novamente para a multidão, viro o copo em um gole só e deixo ele em algum canto voltando a dançar.
       

           Começa a tocar David Guetta & Showtek, Bad; eu começo a dançar conforme a batida depois do refrão. Todos ao meu redor me olham, mas não estou nem ai para eles, a boate é minha e eu posso dançar como eu quiser. 


            Logo a música troca e começa a tocar Martin Garrix, Animals; começo a pular com todos ao meu redor conforme a batida contagiante. Paro um pouco e vou até o bar e peço outra Vodka, parando para beber e observar a minha linda boate, fizeram um belo trabalho, tanto em decoração como no resto; quando der meia noite as dançarinas/putas saem e o lugar fica em um clima mais sexy, perfeito para quem quer curtir antes da virada da noite e perfeito para dançar depois da virada. Simplesmente perfeito.



  . . . 

     

             As dançarinas já estavam em seus postos, isso tudo vai bombar quando elas entrarem no palco. O que não demorou muito, pois logo começou a tocar Low, Flo-Rida feat. T-pain. Sorrio quando elas começam a entrar e dançar no ritmo da música, sedo aplaudidas e gritadas por todos -homens- da boate.  


              Me junto com a multidão - novamente- para dançar no ritmo da dança. Mas logo trocam a música para Partition, Beyoncé; eu simplesmente amo essa música. Começo a dançar conforme a música, sensualmente e atraindo olhares de todos os homens, sorrio com o resultado e sinto alguém segurar minha cintura. Continuo dançando sem me importar com a pessoa atrás de mim, seja quem for, dança muito bem.



              - Você dança bem, pequena.- o homem sussurra em meu ouvido e eu congelo, não pode ser. 

.  .  . 

Heeeeeey Girls!! 
Bem, pra começar... Quem será? Hein? FAÇAM SUAS APOOOSTAAS!! 
KayleKayle² e o DavidDavid²  
Bem, eu não coloquei eles junto com os personagens por dois motivos :
1°- Eu tava com preguiça de colocar todos os personagens
2°- Eu não tava com preguiça porra nenhuma, só pensei em coloca-los na história quando comecei a escrever o capitulo 3 :v
Pois é.
Enfim, OH MEU DEUS VCS NÃO ME ABANDONARAM!! Sério pensei que estava escrevendo para fantasmas ai, numa bela noite de domingo (eu acho) eu entrei pelo cel no blog e "4 COMENTÁRIOS" *w* vcs são DE MAAAIS :3 e podem falar que sabem, eu deixo u_u ENTÃO, oq acharam do cap? beeem, eu demorei muuuito pra escreve-lo e to com a bunda quadrada de tanto tempo que fiquei aqui na cadeira em frente o computador '-' . psé.
E trago boas novas! Ta, não são boas. Só quero deixar avisado que vai começar a esquentar no próximo capitulo.
Enfim, comentem por favooooor :3 
obg dnd u_u 
Acho que é isso.
Ah, a partir de semana que vem eu não sei se vou conseguir postar frequentemente ok? Por que minhas aulas voltam essa quinta e dia 20 tem prova :/ ENTÃO não fiquem bravas comigo por favooor :3 <3

AMO MUUUUUUUITO VCS!!! beeeeeeijos

5 comentários, blz? 
:* 
        

24 de jul de 2014

Believe In Love, capitulo 4- Threats & Explanations




"It's too late to apologize"- Apologize, OneRepublic

 
      - Claro que você é a chefe, por isso estava te procurando.- ele diz sussurrando também

      - O que quer Mahone?- pergunto me afastando e cruzando os braços.

      - Quer mesmo conversar aqui?- pergunta debochado, estreito os olhos e peço para ele me seguir.



      Adentramos o meu escritório e eu me sento na minha cadeira, ele senta na ponta da mesa.



      - Ainda existem cadeiras.- digo, mas ele apenas ignora.- Ok, o quer me falar?

      - Só quero deixar avisado que você não vai conseguir me tirar do topo, então nem ten...

      - Perai, você acha mesmo que eu to nessa por sua causa?- interrompo ele rindo, mas ele continua sério.- Oh meu Deus! Sério isso Mahone?- digo rindo mais.

      - Não foi o que me disseram quando você roubou meus carregamentos de drogas, ou acha que eu não sei?- pergunta vindo em minha direção.- Você não me engana, Fox, eu tenho nojo de você.- cospe as palavras me encurralando na cadeira

      - Não foi o que você disse a quatro anos atrás.- retruco com raiva

      - Eu estava drogado aquele dia!- retruca se afastando e passando as mãos pelos cabelos

      - Ah claro, me diz uma novidade!- digo debochada e o encaro com raiva- Nada do que você disser vai me fazer mudar de ideia sobre você.

      - E o que eu fizer?- sussurra, mas antes que eu possa dizer algo ele me encurrala na parede mais próxima.


   
      E sem avisos ele pressiona seus lábios nos meus, tento me afastar mas ele me segura e acabo me rendendo ao beijo. Percebendo o que está começando a acontecer o empurro com todas as forças restantes, mesmo relutante.



      - Nada do que você fizer ou disser vai me fazer mudar de ideia, Mahone.- digo limpando a boca- Nada.



       (...)



      Volto para casa pensando no que aconteceu no escritório, ou o que quase aconteceu. Droga, Mahone! Por que tem tanto efeito sobre mim? Saio do carro bufando e aperto desesperadamente o botão do elevador. Paciência, Evelyn; penso; Vai ficar tudo bem. Chego no meu apartamento e me jogo no sofá.



      - Preciso de um banho...- murmuro fechando os olhos com força

      - Mamain?- ouço a voz fininha de Becca e sorrio automaticamente

      - Oi, meu amor!- me sento no sofá pegando-a no colo logo em seguida.- Como foi a escolinha?

      - Foi bein, mamain, foi bein.- ela responde.- Tava tum saudadi.- Diz me abraçando

      - Eu também, meu amor.- digo me levantando com ela no colo.- A mamãe vai tomar um banho e a gente assisti um filme, que tal?

      - Eba!- comemora saindo do meu colo.- Barbie?- pergunta sapeca

      - Barbie.- afirmo sorrindo e ela sai correndo pegar o filme.


      Nada como terminar o dia sem stress.


                                                               ******************


HEEEEEEEEY!

Bem, não tivemos 3 comentários mas cá estou eu! Bem, obrigada às meninas que comentaram e deram opinião! <3 muito mesmo.
Bem, vamos a alguns avisos :

- Minhas aulas começam dia 31 desse mês :c pois é, então nada de capitulo durante a semana.
- Nesse final de semana eu NÃO estarei em casa, então não sei quando posto novamente.
- No segundo ou terceiro sábado do mês que vem recomeçam minhas aulas de violão, ou seja, a partir dai capítulos só nos domingos
Acho que só, espero que entendam <3

Amo vcs! Comeeeeeeeentem, poooooor favoooooooor <3 :3 

Continuo com 4 comentários ~dessa vez é sério~

15 de jul de 2014

Believe In Love, capitulo 3- BO$$



              Ando mais alguns metros até sentir alguém me segurando pelos braços. O desespero toma conta de mim e tento me soltar, mas a pessoa me segura mais forte.


              - Ei! Eve! Calma!- quando ouço aquela voz, apenas me jogo em seus braços

              - Pensei que estava morta...- Sussurro enquanto Karina me aperta contra seu corpo

              - Mas não estou, eu estou aqui... Pra você, pra te ajudar...- ela diz e se solta de mim- Precisamos ir, tem uma praia aqui perto... Bem, é claro que tem uma praia aqui perto, estamos em Miami

              - Não é hora para piadas, por favor Ka.- digo enquanto sigo ela, provavelmente em direção à praia.


             Enquanto caminhamos, consigo observar que ela já não está mais com a roupa que viemos.


             - Ka... Onde arrumou essa roupa?- pergunto diretamente, não gosto de enrolações. Ela não responde e dá de ombros- Karina Stefanie Groover, o que você andou fazendo?- pergunto já extremamente brava e a seguro pelo braço.

             - Se você esperar um pouco, você descobre!- exclama se soltando de mim


             Bufo e continuo seguindo-a, estou cansada e minhas pernas doem muito. Quero simplesmente sentar em algum canto e tentar tirar a dor de mim. Maldito Austin, se um dia eu ficar de frente com ele novamente... Acho que mato ele na porrada.


             - Chegamos!- Ka me tira dos meus pensamentos, eu encaro a casa/mansão na minha frente

             - Mas, essa não é a casa de praia do meu pai?- pergunto com a testa franzida

            - Bem... É, mas... Ele não esta em casa, não esses dias. Ele estava te procurando...- ela responde

            - Ele? Nick Fox?! Estamos falando da mesma pessoa?- pergunto pra ela, que revira os olhos- E não me venha com "ele é seu pai e se preocupa" porque você sabe que ele não se preocupa! Como é que ele disse antes de pagar minha faculdade? "Nick Fox não tem filha"?- resmungo e ela fica quieta.


            Entro na mansão pela grande porta da frente mesmo, essa casa é metade minha também. Ninguém na sala, silêncio total. Ninguém em casa; sorrio e subo as escadas, diretamente para o meu antigo quarto, indo diretamente para o banheiro.

         
            - Tudo bem, Eve?- Karina me pergunta enquanto fecho a porta do banheiro

            - Sim!- Exclamo de dentro do banheiro- Só vou tomar um banho.


           Arranco a roupa suja e rasgada, vai diretamente para o lixo, essa roupa não tem mais salvação. Entro de baixo do chuveiro e ligo o registro, sentindo a água quente levando todas as preocupações embora; meus cortes ardem de leve, mas uma dor suportável. Pela segunda vez desde que me sequestraram deixo as lágrimas tomarem conta de mim. O medo não é tão grande agora, consegui fugir, consegui sair daquele inferno! Finalmente posso continuar minha vida.


            QUATRO ANOS DEPOIS

           Só de lembrar das coisas que passei naquele maldito galpão, tenho vontade de chorar e mandar Austin Mahone pro inferno. Depois de quatro anos com traumas, cicatrizes e, bem... Uma filha, eu consegui dar a volta por cima e pretendo me vingar. Rabecca, "nossa" filha, não tem nada haver com essa rincha. É apenas uma criança de três anos que não tem culpa do "pai" irresponsável que tem, mesmo eu tentando negar, ele também "ajudou" em faze-la; ela tem os mesmos olhos verdes dele, o que me faz lembrar de quando eu tinha medo deles, ainda tenho, mas consigo controlar. Depois de quatro anos eu consegui entrar para esse mundo filha da puta do crime, tive que largar a faculdade por causa de Becca, mas não me arrependo, mesmo sendo meu sonho ser psicóloga, não que ser dona das boates mais badaladas de Miami seja ruim. É bom sentir o poder sobre os outros, ver o medo em seus olhos quando se referem a mim. É no mínimo divertido.

            - Senhorita Fox?- alguém me tira de meus devaneios, olho para a porta e David está esperando a permissão para entrar

            - Não enrole, Somers!- resmungo enquanto ele entra e se aproxima da minha mesa

            - Bem... Tem um homem querendo falar com você.- ele diz sem enrolações, David é um homem bom, não deveria estar nesses negócios. 

            - Mande entrar, oras!- exclamo com tédio

            - Ele quer falar com você, mas... - ele para de falar e eu me levanto- Lá fora.- aponta para a porta.


            Bufo impaciente e desço as escadas, indo diretamente para o bar da boate. Observo o local com um sorriso vitorioso no rosto, gosto do meu trabalho e de seu resultado.


            - Seria bom se esse cara aparecesse logo...- murmuro impaciente e peço uma Vodca pura.

            - Procurando por mim, princesa?- ao ouvir essa voz quase engasgo com a bebida, sinto a risada fraca em meu pescoço

           - Filho da puta...- murmuro e ele ri outra vez

           - Pensei que ficaria feliz em me ver.- ele me vira de frente para ele e me encara com um sorriso debochado no rosto.

           - Ah, claro. Mas seria melhor ainda vê-lo dentro de um caixão.- digo com raiva e ele ri da minha cara- O que? Tenho cara de palhaça agora?

           - Não, mas você é divertida! Não me lembrava do quanto.- ele continua com o sorriso debochado no rosto- Mas, tentar me derrubar será mas difícil do que construir algumas boates.

          - E quem disse que eu quero te derrubar?- digo estreitando os olhos

          - Ninguém, gosto de observar as pessoas as vezes... Aliás, bela filha.- ele diz

          - Não encoste nela Mahone!- exclamo apontando o dedo em seu peito.

          - Não me diga o que fazer Fox, você não é minha mãe. E eu nunca mexeria com crianças, nem mesmo com Rebecca Fox, ela não tem culpa de ter uma mãe vadia como você.- após dizer todas aquelas coisas minha mão voa para seu rosto que vira com a força do tapa.

         - Acho melhor me respeitar Mahone.- digo em seu ouvido- Eu sou a chefe aqui.


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HEEEEEEEY COMO ESTÃO?? Eu to bem, obg por perguntar y-y
Desculpe se eu demorei, desculpe também pelos palavrões do capitulo. Mas eu avisei que a fic iria ser forte, cada um sabe o que lê!!
enfim, oq acharam? Não comentem só um "continua" coloquem a opinião de vocês, o que vocês acham que vai acontecer e tals... 
Deem ideias para que a fic fique melhor (que, modéstia à parte, não tem como ficar melhor, zooooas) Meninas, onde vcs estão? Não vejo mais a Julie por aqui, cade aquelas meninas que comentavam sempre?? Anônimos deixem o nome pfvoooor!! <3 espero que tenham gostado!!! 
<3
Comenteeeeeeeeeeeem
   Continuo com, pelo menos, 3 comentários! 
Bjkas, amoooooooooooo vocês!!!
 

3 de jul de 2014

Believe In Love, capitulo 2- Afraid



                                         Evelyn narrando

       Acordo com algo sendo jogado em meu rosto. Água gelada. Tento me mexer, se sucesso. Estou amarrada em uma cadeira velha de madeira, em um lugar sujo e imundo.


        - A princesinha acordou- uma voz fala ao meu lado, viro meu rosto e vejo um homem mexendo em algumas ferramentas e outro apenas encostado na mesa. 


        Olho em volta. Não há saída além de uma grande porta de madeira. A pouca luz que entra no local vem das frestas que existem no teto. Estamos apenas nós três no local. 


        - Onde está Karina?- minha voz sai mais fraca que  normal, o homem que está apoiado na mesa da uma risada e vem até mim

        - Ela não nos interessa... Além do mais, estava machucada.- diz indiferente

        - O QUE FIZERAM COM ELA?- grito avançando em sua direção, o que não da muito certo, porque eu estou amarrada.

        - Calminha ai princesa- diz se aproximando de mim e agachando em minha frente

      - Não me chame de princesa!- digo e cuspo em sua cara.

      - Você é rebelde, princesa.- diz rindo amargamente enquanto limpa o cuspe.


       Ele se levanta e vai até os instrumentos, provavelmente de tortura, em cima da mesa. 


        - Bem, sua rebeldia terá de ser punida.- diz se aproximando de mim com uma faca na mão- Tão bonita...- ele sorri maleficamente e passa a faca em minha bochecha, abrindo um pequeno corte na mesma.

  
         Arfo de dor e sinto o sangue escorrer pelo meu rosto e pingar na minha roupa.


         - Desgraçado...- sussurro quando ela passa a faca de novo na minha bochecha


          - O que você disse princesa?- pergunta pressionando a faca no meu braço

          - Desgraçado!- digo mais alto para ele poder ouvir.


          Ele afunda mais a faca em meu braço e desce ela até meu cotovelo. Grito de dor. Ele se afasta de mim e coloca a faca de volta na mesa


          - Acho que já aprendeu não é?- diz se aproximando de novo- Bem, amanhã eu volto... Princesa.


           Ele e o outro homem saem pela porta de madeira, me deixando sozinha. Amarrada e sangrando.


           - Duas semanas depois - 


            Nas duas semanas que se passaram, foram as mais sofridas da minhas curta vida.  Austin costuma vir e me torturar para tirar informações que eu nem sabia que possuía. Ele nunca disse seu nome, apenas descobri por uma conversa que ele e seu amigo estavam tendo. Sempre vou lembrar daquele dia, foi quando eu descobri que eles mataram Karina.

  
            " - Austin, os caras falaram que tiveram de jogar a outra num rio...- um homem entra enquanto "ele" me faz cortes pelos braços.


            - COMO ASSIM?- ele grita parando o que estava fazendo- COMO DEIXARAM JOGA-LA NO RIO?

            - Calma Austin! Falaram que a garota estava mais pra lá do que pra cá! Eles tiveram que sacrificar! Provavelmente deve ter se afogado em alguma parte! Fica calmo.- o homem termina de falar e olha pra mim, ele sorri- Acho melhor dar a notícia pra ela- diz por fim e sai pela grande porta de madeira.

            - Q-que notícia?- pergunto com a voz rouca por falta de água.

            - Sua amiguinha teve um fim trágico. Como será o seu logo.- diz amargamente e sai pela mesma porta.

   
            Karina, morta? eu nem mesmo sei porque estou nesse lugar imundo e agora eles matam minha amiga? Se eu conseguir sair desse lugar eu vou matar um por um. Deixando "Austin" por último "


             Depois desse dia ele só veio até mim para me tirar da cadeira e me jogar em um colchão velho que tem no fundo da sala. Em alguns momentos do dia alguém vem para me dar um copo de água, o único momento que eu vejo a luz do Sol ou a Lua, depende do horário que se lembram de mim. Hoje vieram de manhã.

   
               A porta se abre rapidamente e alguém capenga para dentro.


               - Princesa?- essa voz me faz levantar os olhos até a pessoa, que cai de joelhos.

               - Austin?- sussurro, mas ele não ouve

               - Não precisa se esconder princesa.- ele se levanta e vem em minha direção.- Eu não vou te machucar.


              Ele tenta me beijar, mas eu me afasto. Ele cheira maconha e álcool. Ele consegue agarrar minha cintura e me joga no colchão de novo. Tento me debater, o que é quase impossível. Mesmo drogado e bêbado ele é muito mais forte que eu. 


              - Quietinha, se não vai ser pior- ele diz tirando o cinto.

              - Austin, não...- começo a dizer mas ele me da um tapa na cara.

              - Eu falei quieta!- ele diz visivelmente irritado


              Eu me calei e deixei acontecer. Devia impedir, mas seria pior pra mim. Segurei as lágrimas e os gritos o máximo que pude enquanto ele entrava e saía sem dó. Quando finalmente senti que ele estava aliviado, me encolhi ao máximo longe dele. Ele se levantou fechou o cinto e saiu capengando para fora.


              Eu me entrego as lágrimas e ao sentimento de medo, quero correr e me esconder. Mas não tenho para onde correr.


             (...) 
       
  
             Sinto os raios solares da manhã, estranho e abro os olhos. A grande porta de madeira está aberta, sem ninguém por perto. Uma felicidade cresce dentro de mim e arranjo forças para sair daquele lugar horrível. 


             Quando o Sol entra em contato com a minha pele, me sinto viva. Corro o mais rápido que consigo, minhas pernas ainda doem muito.


             Depois de duas semanas presa naquele lugar, posso finalmente recomeçar. 


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HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY!! \ o /

Tudo bem com vcs?? bem, eu queria me desculpar por ter demorado e tals... tava de castigo :s 
Sorry a demora. Não vou falar muito... 
Comentem!
+4 comentários... 

Bjks, amo vcs <3